A verdade é que, em matéria de amor, não há casualidade. Nós inventamos o amor. Claro, temos um senso de direção instintivo, nossos hormônios são a seta, imaginamos o lugar onde ele possa estar escondido, o amor, e metemos nossa mão lá dentro, para ver o que acontece.
Quando você se casa, pensa que aquilo não vai acontecer com você. Mas acontece. O tempo passa e chega o dia em que você está lá ao lado daquela mulher, na mesa, na sala, na cama, em qualquer lugar, e você se dá conta, acabou. No início, se esforça, sente pena, pena de si mesmo, da mulher, que diabo está acontecendo? Acaba, é uma merda, mas é assim, o amor acaba. Você matou para ficar com ela, você ganhou dinheiro e construiu a casa que ela queria morar, nada disso vai adiantar. O amor acaba do mesmo jeito.
Quando você decide matar um sujeito, é bom saber, a pior fase é a preparação. É como se esticassem seus nervos de um lado e os prendessem no outro, fora do seu corpo. Os detalhes são de amargar. Você tem que pensar em tudo, principalmente nas mentiras que você vai contar depois, e na maneira que vai contá-las.P. Melo
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